Introdução

No espaço, é sempre noite. 

 

Vampires in Space, de Pedro Neves Marques, Representação Oficial Portuguesa na 59ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia e com curadoria de João Mourão e Luís Silva, é uma instalação narrativa que transforma, em parte, a arquitetura gótica do Palazzo Franchetti numa inesperada nave espacial, dentro da qual a existência melancólica, dramas e rotinas de cinco passageires se desenrolam, durante uma longa viagem, de séculos, a um planeta longínquo.

 

Através de um novo filme, de poesia inédita e de um desenho de exposição imersivo, Pedro Neves Marques recorre à figura e expectativas do que consideramos ser um “vampiro” para abordar questões de identidade de género, famílias não-nucleares, reprodução queer, e também o papel da intimidade e da saúde mental nos dias de hoje. A longevidade imaginada do vampiro, reforçada aqui pela distância física do planeta Terra e pela noção de humanidade, permite um exercício retrospetivo que se poderá designar de “autoficção científica”, ancorada na própria experiência trans não-binária de Neves Marques, bem como uma revisão política de uma extensa história de controle sobre os corpos e o desejo. Se os vampiros sempre refletiram debates sobre género em diferentes épocas, desde a era vitoriana até a libertação feminista e a crise da SIDA, como respondem hoje aos avanços da biotecnologia ou à emancipação de vidas e ecologias queer?

 

Afinal, no espaço é sempre noite e, na sua imortalidade, os vampiros são os seres perfeitos para lidar com a incomensurabilidade das distâncias espaciais. 

O Pavilhão

A Representação Oficial Portuguesa na 59ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza apresenta um projeto individual de Pedro Neves Marques, cujo percurso é um dos mais relevantes e celebrados da sua geração.

 

A prática de Neves Marques, que inclui trabalho nas artes visuais, mas também no cinema, poesia e teoria, tem vindo a desenvolver uma forma de ficção especulativa que aborda algumas das questões mais prescientes do nosso tempo, desde a ecologia às políticas do corpo. Neves Marques entende os códigos da ficção científica de uma maneira única, interrogando os futuros distópicos que se avizinham no horizonte e, nesse processo, dar-nos um vislumbre de outras formas, críticas, de estar no mundo.

 

Intitulado Vampires in Space, o projeto de Neves Marques para o Pavilhão de Portugal assume a forma de uma instalação narrativa composta por filmes, poesia confessional e uma cenografia, desenhada pelo Diogo Passarinho Studio, que transforma o segundo andar do Palazzo Franchetti numa nave espacial inesperada, dentro da qual a existência melancólica, dramas e rotinas de cinco passageires se desenrola durante uma viagem de séculos a um planeta distante. A cenografia imersiva contrasta o estilo gótico veneziano do palácio com uma sensibilidade sci-fi e especulativa, característica da prática de artista.

 

O caráter direto do título é intencional e permite que a narrativa se desenrole sem os constrangimentos causados pela criação de todo um contexto que enforme a ação. De certa forma, o título diz já tudo o que o visitante precisa saber. O filme oferece assim um vislumbre do quotidiano de cinco vampires enquanto viajam pelo espaço, transportando vida para um planeta distante. No espaço é sempre noite e, tendo a eternidade à sua disposição, os vampiros são as figuras ideais para vaguear pelas estrelas. Na sua solidão, longe de códigos e expectativas sociais exteriores, esta família de vampires relembra e reimagina as suas vidas passadas, guiando o visitante por uma narrativa aberta sobre o papel da ficção nas nossas vidas, e em particular em vidas marcadas por disforia de género ou vivencias transgénero.

 

Vampires is Space apresenta-se como uma história sem princípio nem fim, na qual o que importa é a viagem e não o destino. Emma, jovem vampire, sofre de amnésia. Apenas consegue recordar os cheiros e o toque de quem amou no passado, nunca os seus nomes ou rostos, e encontra consolo nos livros de banda desenhada da sua juventude. Selena é uma pessoa transgénero de muitas vidas cujo único desejo é que esta sua família simplesmente aguente um pouco mais. Itá, que em tempos foi a comandante da missão, agora mal encontra forças para sair da cama, enquanto Alex está prestes a descobrir o verdadeiro significado do vampirismo. Lorna, uma mulher cisgénero que desejava ser imortal e por isso se transformou em vampira pouco antes da partida, é agora a líder da missão.

 

Vampires in Space recorre assim à figura e expectativas associadas ao que consideramos ser um “vampiro” para abordar questões de identidade de género, famílias não nucleares, reprodução queer, bem como o papel da intimidade e da saúde mental e emocional nos dias de hoje. A longevidade imaginada do vampiro, reforçada aqui pela distância física do planeta Terra e da noção de humanidade, permite um exercício retrospectivo que pode ser entendido como uma “autoficção científica”, ancorada na própria experiência pessoal e de género de Neves Marques, bem como uma crítica política de uma extensa história de controlo dos corpos, do desejo e da imaginação. Se os vampiros sempre refletiram debates de épocas específicas em torno do género, desde a era vitoriana até a emancipação feminista e a crise da SIDA, como responderão hoje, por exemplo, à biotecnologia contemporânea ou à emancipação de vidas e ecologias queer?

 

Vampires in Space é, como toda a obra de Neves Marques, construído sobre um equilíbrio entre uma crítica sociopolítica direta, uma especulação narrativa fora do comum e o lugar criativo e emocional da exposição pessoal, invocando um espaço de liberdade intelectual e poética para o objeto artístico.

 

João Mourão & Luís Silva

Biografias

Pedro Neves Marques (Lisboa, 1984) é artista visual, realizadore e escritore (pronomes não-binários). Ao longo dos últimos quinze anos viveu em Londres, São Paulo e Nova Iorque. Apresentou exposições individuais em instituições como Galerias Municipais – Cordoaria Nacional (Lisboa), CA2M Centro de Arte Dos de Mayo (Madrid), CaixaForum (Barcelona), 1646 (Haia), High Line (Nova Iorque), Castello di Rivoli (Turim), Gasworks (Londres), Pérez Art Museum Miami, Museu Colecção Berardo (Lisboa) e e-flux (Nova Iorque). O seu trabalho foi incluído em inúmeras bienais, entre as quais se destacam Liverpool Biennial, Gwangju Biennale, Göteborg International Biennial, Guangzhou Image Triennial, New Museum Triennial, Ural Biennial for Contemporary Art, Contour Biennial e Bienal Internacional de Cuenca. Uma lista de exposições coletivas e screenings recentes em que participou incluem Trondheim Kunsthall, PinchukArtCentre (Kiev), Inside Out Art Museum (Pequim), Antenna Space Gallery (Xangai), Le Fresnoy (Tourcoing), Matadero (Madrid), Harn Museum of Art – University of Florida, MAAT (Lisboa), Parco Arte Vivente (Turim), Fundacíon Botín (Santander), Kadist (Paris), Tate Modern Film (Londres), Serpentine Galleries Cinema (Londres) e Guangdong Times Museum (Guangzhou). Os seus filmes foram mostrados em festivais de cinema como Toronto International Film Festival e New York Film Festival, tendo sido premiados em festivais como MixBrasil (São Paulo), Go Shorts (Nijmegen), Short Waves (Poznan), Sicilia Queer Film Festival e Moscow International Experimental Film Festival, bem como nomeados para os European Film Awards. Enquanto escritore, é co-fundadore com Alice dos Reis da editora de poesia Livros do Pântano / Pântano Books, com a qual publicou o livro de poemas Sex as Care and Other Viral Poems (2020) e traduziu para português a obra de poeta norte-americana CAConrad. É autore do livro de contos Morrer na América (Abysmo e Kunsthalle Lissabon, 2017) e editou as antologias YWY, Searching for a Character Between Future Worlds: Gender, Ecology, Science Fiction(Sternberg Press, 2021) e The Forest and The School (Archive Books, 2015); co-editou também um número especial da revista de arte e teoria e-flux journal para a 65ª Bienal de Veneza (2015). Foi premiade com o Present Future Art Prize na Artissima em 2018; vencedore do “Special Prize” do PinchunkArtCentre Future Generation Art Prize 2021; e estreou recentemente o filme Tornar-se Homem na Idade Média (2022) na Ammodo Tiger Short Competition do Festival Internacional de Cinema de Roterdão (IFFR), com o qual foi galardoade com o prestigiado Ammodo Tiger Short Award, sendo também nomeado pelo IFFR Pro ao European Film Awards para curtas-metragens. A sua obra artística é representada pela Galleria Umberto di Marino (Nápoles) e os seus filmes distribuídos por Portugal Film e Agência da Curta Metragem.

 

João Mourão (Alegrete, 1975) é diretor do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas dos Açores. Foi anteriormente diretor das Galerias Municipais de Lisboa. Em dupla com Luís Silva fundou em 2009 a Kunsthalle Lissabon que co-dirigiu até 2020. Com Silva foi curador da secção de Desenho da Artissima, Turim, dos solo projects da Zona Maco Sur, Cidade do México, dos solo projects da Arte BA, Buenos Aires e da secção de Performance na Art Dubai, Dubai. Curaram exposições em instituições como MAAT, Lisboa; Fundação Arpad-Szenes Viera da Silva, Lisboa; MACE, Elvas; David Roberts Art Foundation, Londres; Fondazione Giuliani, Roma; Pivô, São Paulo; Institute for Contemporary Art, Filadélfia; Extra City, Antuérpia. Foi, com Luís Silva, contributing editor da revista CURA. e os seus textos foram publicados na Artreview, Kaleidoscope e Contemporânea. Foram convidados para debates sobre modelos institucionais em Londres, Nova Iorque, Cairo, Oslo, Beirute, etc. São nomeadores para o Pinchuk Art Prize, Kiev e Veneza; Nasher Prize, Dallas e para o Battaglia Sculpture Prize, Milão. Integrou o comité de aquisições da Gulbenkian e foi júri dos prémios EDP.

 

Luís Silva (Lisboa, 1978) é Diretor da Kunsthalle Lissabon, que fundou em dupla com João Mourão em 2009, onde apresentaram projetos de artistas de renome como Sheroanawe Hakihiiwe, Laure Prouvost, Naufus Ramírez-Figueroa, Nathalie Du Pasquier, Petrit Halilaj, Mariana Castillo Deball, Haris Epaminonda, Jonathas de Andrade, Amalia Pica, Leonor Antunes, André Guedes entre outros. Em dupla com Mourão curou inúmeras exposições tanto em Portugal como no estrangeiro, destacando-se Manuel Solano (Pivô, São Paulo), Eduardo Batarda (Fundação Arpad Szenes Vieira da Silva), Ângela Ferreira (Galeria Pelaires, Maiorca), Carla Filipe (MAAT), Pedro Barateiro (Basement Roma), bem como coletivas em instituições como MACE, Elvas, David Roberts Art Foundation, Londres, Fondazione Giuliani, Roma e Extra City, Antuérpia. Foram curadores da ZONA MACO SUR, na Cidade do México, da secção Disegni da Artissima, em Turim, dos solo projects da Arte BA, em Buenos Aires e da secção de performance na Art Dubai, Dubai. Foi editor da revista CURA. e co-editor da série Performing the Institution(al). Editou monografias de artistas como André Guedes, Pedro Barateiro, Naufus Ramírez-Figueroa (em colaboração com o New Museum) e Haris Epaminonda e Daniel G. Cramer. Curou recentemente, nas Galerias Municipais, uma exposição individual de Pedro Neves Marques.

 

Crepúsculos: Programa Público

Programa público de Vampires in Space, comissariado por Filipa Ramos em diálogo com os curadores e artista do Pavilhão de Portugal

 

Cinco manifestações crepusculares—entre a noite e o dia, o humano e o animal, o sónico e o visual, o local e o global—celebrando a diversidade de formas de hibridização coletiva através da sintonia e colaboração entre várias entidades culturais nacionais.

 

CREPÚSCULOS  são cinco sessões de partilha das intensidades, temas e interesses de Vampires in Space. São sessões queer, inclusivas, acessíveis e abertas à participação de diversas audiências, do público especializado das artes plásticas ao público mais jovem e mais idoso e ao público geral interessado em cinema, música, literatura e ecologia. 

 

São sessões que celebram talentos consagrados e emergentes, em Portugal e no estrangeiro, incluindo arte, música, cinema e ciência.  Cada sessão é concebida em relação ao contexto em que se realiza, sendo relevante a nível local e nacional e de impacto transnacional.

 

As sessões decorrerão em datas a definir com as instituições parceiras, e sempre que o tipo de atividade o permita, serão difundidas online, bem como registadas para posterior edição, disponibilização e arquivo.

LOCAIS

Centro De Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, São Miguel

Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Guimarães

Batalha Centro de Cinema, Porto

Pavilhão de Portugal, Veneza

ESTRUTURA

Cada sessão compõe-se de quatro momentos complementares e inter-relacionados:

 

— Crepúsculo Opúsculo

Sessão de leitura coletiva de poemas e outros textos que dialogam com as temáticas de Vampires in Space, muitos deles traduzidos pela primeira vez para português.

 

— Crepúsculo Vernáculo

Excursão ao entardecer de observação de espécies de morcegos locais com uma pessoa especialista em biologia, seguida de uma conversa sobre a naturacultura dos morcegos.

 

— Crepúsculo Sonâmbulo

Programa no cinema, alineado com os vários temas de Vampires in Space.

 

— Crepúsculo Tentáculo

Noite de som, música e dança concebida em relação com Vampires in Space.

 

CREPÚSCULOS: Primeira Sessão na Fundação Calouste Gulbenkian a 5 de junho 2022

A Fundação Gulbenkian é o palco do primeiro momento do programa público de Vampires in Space, o projeto de Pedro Neves Marques para a Representação Oficial Portuguesa na 59.ª Exposição Internacional de Arte – La Biennale di Venezia.

 

O Centro de Arte Moderna apresenta cinco sessões que celebram talentos consagrados e emergentes, em Portugal e no estrangeiro, incluindo arte, música, cinema e ciência.

 

A sessão inaugural, uma colaboração de Vampires in Space com o Centro de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, contextualiza a emergência e referências do projecto artístico e curatorial em Veneza através de uma série de eventos concebidos especificamente para os espaços da Fundação. A primeira manifestação de Vampires in Space em Portugal é assinalada por uma conversa entre Benjamin Weil, Diretor do Centro de Arte Moderna da FCG, a dupla João Mourão e Luís Silva, curadores do Pavilhão de Portugal, e Filipa Ramos, curadora de Crepúsculos, a série de programas públicos de Vampires in Space.

 

“Crepúsculo Sonâmbulo” será a projeção de dois filmes de artistaNosferasta, de Adam Khalil & Bayley Sweitzer com Oba, e A Mordida, de Pedro Neves Marques—que ecoam formas de contágio e transmissão em contextos tropicais entre passado e presente, história e identidade.

 

Considerando o papel que a poesia tem tido na exploração das variações linguísticas e contextuais da língua portuguesa, bem como na abordagem de questões de identidade e expressões de afetos, o segundo momento de Crepúsculos, intitulado “Crepúsculo Opúsculo”, será constituído por uma série de leituras de poesia nos jardins da FCG.

 

Seguir-se-á “Crepúsculo Tentáculo”, uma listening session crepuscular, também nos jardins da FCG com Haut, artista que explora o som como meio de ligação, e que realizou a música para Vampires in Space.

 

Investigando a relação entre a figura do vampiro e o animal que lhe serviu de referência, estabelecendo uma ponte entre arte, ciência e biologia, a sessão final, “Crepúsculo Vernáculo”, será um passeio-conversa com o biólogo Jorge Palmeirim em busca de reverberações, sinais e presenças de morcegos nos jardins da FCG.

 

Filipa Ramos, Curadora do Programa Público

 

Conheça a programação completa no site da Fundação Calouste Gulbenkian.

Informações

Horário

23 de Abril a 27 de Novembro 2022, 10.00 – 18.00
Fechado Segundas-feiras, exceto dias:

25 de Abril
30 de Maio
27 de Junho
25 de Julho
15 de Agosto
5 de Setembro
19 de Setembro
31 de Outubro
21 de Novembro

Data de encerramento: 27 de Novembro, 2022

Morada

Palazzo Franchetti
San Marco 2842 – 30124 Venice
(ponte ACCADEMIA)
Barco / ACCADEMIA Line: 1, 2 e N

 

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Créditos

Equipa Pavilhão

Artista

Pedro Neves Marques

Curadores

João Mourão & Luís Silva

Organização: Ministério da Cultura de Portugal

Pedro Adão e Silva

Comissariado: Direção-Geral das Artes

Américo Rodrigues

Produção Executiva e Comunicação

Catarina Correia, Joana Branco, Maria Messias, Sofia Isidoro

Programa Público, Curador

Filipa Ramos

Programa Público, Assistente Curatorial

Diogo Pinto

Desenho Expositivo e Arquitetura

Diogo Passarinho Studio

Desenho de Som

HAUT

Gestão de Projeto/Produção

Nataša Venturi

Assistente de Produção

Maria Elena Fantoni

Coordenação Editorial

Renata Catambas

Design Gráfico e Identidade Visual

Studio Remco van Bladel

Comunicação e Imprensa

Aviva Obst

Montagem e Equipa Técnica

ArtAV, Spazio Luce, WeExhibit

Desenvolvimento Web

RGB Studio

Equipa Filme

Produção

Foi Bonita a Festa

Realização

Pedro Neves Marques

Elenco

Zahy Guajajara, Joana Manuel, Puta da Silva, Jules*Elting, João Abreu

Figuração

Dennis Correia, João Porto

Anotação

Tomás Paula Marques

Direção de Casting

Pedro Neves Marques, Catarina de Sousa

Produção Executiva/Direção de Produção

Catarina de Sousa

Direção de Produção/Scouting

Raquel da Silva

Direção de Fotografia

Marta Simões

1.º Assistente de Imagem

Ana Ramos, Soraia Rego

2.º Assistente de Imagem

Helena Marina, João Porto, Mariana Santana

Fotografia de Cena

José Pedro Cortes

Chefe Eletricista

Paulo Xein, Inês Alegre

Assistente Eletricista

Daniel Nicolau, Ricardo Giglio, Luís Magina

Direção de Som

Pedro Balazeiro/ FFFlecha

Perchista

Jérémy Pouivet

Música

HAUT (com Adam Sinclaire, Flauta, e Marie Gailey, Mezzo-soprano)

Direção de Arte

Artur Pinheiro

Assistente de Arte

Ivo Fartura

Aderecista

Susana Paixão, Maria Guiomar

Construção do Décor

JSVC2 Decor, Lda

Figurinista

Inês Simões

Guarda-roupa/Coreografia

Alice dos Reis

Cabelo e Maquilhagem

Pedro Ferreira

Costureira

Carmo Boucinha

Estúdio de Pós-Produção

Walla Collective

Correção de Cor

Andreia Bertini

Desenho de Som e Mixagem

Tiago Matos, António Pires

Efeitos Visuais

Pedro Prata

Estúdio de Filmagem

Grupo Nova Imagem

Equipamento de Filmagem

Planar Gestão Equipamentos Cinematográficos LDA, Showreel Audiovisuais

Contabilista

ACR Contabilidade e Consultoria, Amadeu Dores

Assistente de Contabilidade

Line Alves

Imprensa

Para acesso ao Press Kit do projeto Vampires in Space e imagens em alta resolução, por favor contacte Aviva Obst: [email protected]

Contato

Para mais informações sobre o projeto Vampires in Space e o Programa Público, por favor contate [email protected]

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